GIBA JURUBEBA

Autor: Genésio Cavalcanti Seja Bem Vindo Ao Blog - Ser Poeta : »
Veja

Giba Jurubeba

Físico avantajado, possuidor de uma força sobrenatural, nascido nesta cidade, boêmio por natureza, bom de copo, bom de mesa, bom no jogo, na conversa, quando jovem mestre-sala nos cabarés da cidade, bonachão por exelência. Se
 em momento de ira, capaz de brigar com mais de dez homens de uma só vez. Homem destemido e valente, dócil e audaz! Mas, sendo injusto, capaz de ir às lágrimas e pedir perdão. Homem sem ambição, entre qualquer partilha, deixar todos escolherem as melhores partes e ficar com o último quinhão.
Protagonista de muitas histórias: quando moço fazia visitas frequentes ao enchimento de Monteirinho, despojando-se a solo, pedindo para que abrissem a comporta do bom vinho de jurubeba. Por isso a alcunha!
Meu amigo e bom tio Gilberto com seu jeitão inconfudível, vivência de muitas atividades, engenhoso e hábil, pau pra toda obra, principalmente em troca de tapa: certa vez, sendo provocado e desafiado por um recém-chegado delegado de polícia numa discussão em época de São João, jogou o pobre diabo dentro de uma fogueira, causando-lhe várias queimaduras, por sorte escapou fedendo, literalmente!
Somos grandes afins: quando eu menino ia sair de férias, tratava rapidamente de levar-me em sua compahia, pedindo autorização aos meus pais. E foram tantos passeios, tantas histórias. Ele na labuta do dia a dia, empenhado em cobrir cotas como supervisor da Maguary Sorvetes, e eu em desfrutar dos picolés saborosos recheados, como também das amizades que ele sempre deteve. E nessa junção de deveres, amizades, nas rodas de poesias, bares e sentimentos, fui aprendendo bem a lição...
Principiou-me na vida mundana, ensinando-me como lidar com mulheres, sendo responsável diretamente na minha primeira relação homem-mulher. E num desses passeios de férias, de passagem proposital no posto de Amadeu, deu-se uma dessaas histórias um tanto picante: Por trás existia uma renomada pensão recheada de garotas recém prostituidas vindas de toda a região mata sul e lá paramos. Após algumas danças com a dona do rendez-vous, cochichou-lhe ao ouvido e em poucos minutos, surgiu uma morena baixinha de bunda rebolativa e seios empinados, era espevitada. Na cama, dava-se sem segredos nem timidez. (já ciente de como manusear-me), devorou-me singela e carinhosamente, até minha completa exaustão! Naquele momento o menino tornou-se homem realizado! Era uma Quinta-feira, já santa pela data.
Mais algumas talagadas de vinho, partimos para o Recife em sua Variant e ao chegarmos em bar costumeiramente frequentado por ele, os amigos já o esperavam. E tome mais vinho, e mais e mais! Era um nunca acabar! “Não vá ainda”, falava um, “Ainda é cedo”, completava outro amigo. Já varava madrugada quando em Olinda, mais precisamente na Rua do Bonfim, aportamos.
Repousei meu corpo nos meus quinze anos incompletos numa rede e e esta no primeiro balanço embrulhou-me o estômago, entornando toda a bebida. “Foi um Deus nos acuda”. Tia Davinha, sua mulher, furiosa limpando o assoalho, ausentava-me de culpa, mas em compensação, dfestilava em palavras todo o desafeto incontido perante aquela situação. Aos gritos alertava-o que na manhã seguinte denunciaria tudo aos meus pais! Acordfei cedo e ao deparar-me com minhas primas e tia Davinha na mesa para a primeira refeição, senti uma vergonha descomunal. A paz finalmente voltou a reinar. Giba, já a postos, ao volante do carro, buzinava chamando-nos para irmos a Recife para o almoço sagrado da Sexta-feira Santa, na casa de seu estimado e querido sogro Severino Aguiar. Arrumavamos ainda, no carro, quando tia Davinha, inesperadamente, abriu o porta-luvas e lá encontrou uma calcinha vermelha., logo vermelha, da cor do pecado! Foi um tremendo buruçu. Para fatos não existe argumentos... A confusão estava novamente formada., apesar das negações e das desculpas deslavadas, a prova do crime era contudente.
Os dias seguintes passaram sem mais peripécias ou alardes.
O tempo passou, mas você continua o mesmo homem simples ,dedicado e carinhooso. E teimoso também! Seu cardiologista já tinha terminantemente proibido o uso indiscriminado de fumo e bebida alcoolíca depois de uma cirurgia cardiovascular. Resultado: há alguns dias atrás você voltou a ser internado para um novo procedimento. Espero sinceramente que desta vez você tenha aprendido... Até porque eu preciso ainda nesta vida aprender com você, uns tantos ensinamentos. Até a vista!

Genésio Cavalcanti
Palmares, hoje e sempre!

Deixe seu comentário

    Obrigado!

    Obrigado!

    Agradeço por sua presença nessa
    viagem que fizemos juntos...
    Espero outras vezes navegarmos,
    neste mesmo sonho!

    Curta Nossa Poesia